A Carta Capital dando uma de Veja sobre terrorismo

Há tempos, desde que parei de ler Veja, não lia um texto tão alienado, equivocado, e eivado de preconceitos como este. Alienado por comprar, pelo valor de face, o discurso da direita norte-americana, equivocado por não conhecer o trabalho da PF e da ABIN na área e eivado de preconceito por tratar o Islã e, com mais detalhe, o Irã como fonte de terrorismo. 

O discurso americano de “guerra ao terror” serve bem aos interesses de seu complexo industrial-militar. Isso é problema deles e eles que procurem resolver da maneira que quiserem. Tanto a PF quanto a ABIN tratam o tema com a atenção que ele merece no Brasil, ou seja, é um dos males da sociedade global moderna, mas atinge o Brasil de forma diversa da que atinge Europa e EUA. O Irã, até onde eu saiba, é um país que mantém boas relações com o Brasil e os membros de seu governo são considerados por nós como merecedores do mesmo respeito que eles têm para com os nossos governantes. Acusá-los de terroristas é, no mínimo, falta de respeito. 

No mais esse texto, que serviria bem a Veja, como já disse, serviu para que eu tivesse ainda mais certeza de que com quantos mais títulos o autor se descreve para tentar se impigir o “argumento de autoridade” menos autoridade ele terá sobre o assunto.