Mais uma derrota...
27 junho 2009 18:00
| esportes, fait divers
| Stativus

Quando Márcio Bittencourt assumiu o cargo de técnico do Náutico, o time estava no G4, quatro partidas, dois empates e duas vitórias. Quatro jogos depois estamos, a depender dos resultados de amanhã, no outro G4, o dos que irão ser rebaixados. Não que, como torcedor calejado, eu esperasse que o time disputasse o título, mas os resultados apontavam para um campeonato brasileiro menos sofrido do que os dois anteriores, onde lutamos para não cair. Nas quatro rodadas em que ele foi técnico, porém, o time levou nada menos do que nove gols, não fez nenhum. Minha esperança esvaneceu-se.
Três a zero, três a zero, um a zero e dois a zero. A descrição em série desses resultados demonstra de forma clara que a escolha de Márcio Bittencourt para dirigir o time não foi boa. Como perguntei no Twitter, o que é que a diretoria está fazendo!? Ainda temos tempo de reverter isso. O time não mudou, os salários estão, aparentemente, em dia. As duas coisas que mudaram foram o técnico e os resultados da equipe. Uma coincidência que aponta para uma relação causal. Mais evidente quando, ao assistir o jogo de hoje, percebe-se que o time jogou boa parte do segundo tempo melhor que o São Paulo. Ao notar isso, o técnico sãopaulino mexeu, e bem, quanto ao técnico alvirrubro; bem... ele foi expulso. Hora, então, de mandá-lo embora também dos Aflitos para voltar a termos esperança de bons resultados, como os de antes.
consero ad scriptura
Ubuntu e ZDnet
24 junho 2009 18:24
| informática, software
| Stativus
Em meu netbook rodo o OS X, não foi tão difícil instalar e é, até agora, a melhor solução que encontrei para uma tela de 1024x600px, os Stacks do Leopard fazem maravilhas em tão pequeno espaço. Outra coisa, não gosto de ler a ZDnet, por mais que ela insista em me mandar uma newsletter - so nineties! - que vivo a cancelar. Sua leitura dá-me a impressão de idéias pré-concebidas e recebidas, pelos editores, de maneira acrítica. A ela, prefiro as publicações da Condé Nast, Wired e Arstechnica. A despeito de todas essas ressalvas, vale a pena ler este artigo sobre o Ubuntu Netbook Remix rodando em um antigo EeePC 701.
O mapa da rede
23 junho 2009 22:02
| informática, internet, mapas
| Stativus
this is the Internet, originally uploaded by Bruno Abreu.
Fazia já algum tempo que eu procurava um mapa que mesclasse o planisfério e os fluxos e nós da rede. Como não encontrei o que queria, mas aproximações. Minha sorte deu-se quando, no Google, encontrei essa imagem. Percebi que ela era o planisfério da internet, que mostra como as cidades do mundo se ligam a rede, não por seus backbones físicos, mas pela configuração dos roteadores. Resolvi, então, redimensioná-la e sobrepô-la à já clássica montagem das luzes do planeta. O resultado dos nós da internet com as luzes da terra pode ser visto acima.
O Nassif me citou
23 junho 2009 09:08
| informática, fait divers
| Stativus
Pois é, o Luís Nassif citou-me em sua página por conta do comentário que fiz a respeito do Curio, um programa para Mac que quer ser tudo, de quadro negro a gerenciador de projetos e que, por incrível que possa parecer, não é pesado e funciona.
Prefiro, particularmente, softwares mais simples, dedicados a uma coisa só e, como uso o OS X, integro-os todos pelo próprio sistema. Assim, se quero explicar algo com desenhos uso o OmniGraffle, se esses gráficos merecem ser apresentados a uma audiência, jogo-os no Keynote, se tabelas devem ser acrescentadas a essa apresentação, uso o Numbers, se preciso explicar isso aqui no blog, o Macjournal faz o serviço, bem como dá conta também de tudo o que preciso escrever ou recolher da web. Acho mais prático e eficiente usar um software que faz bem uma única coisa e integrar as informações de todos, quando preciso fazer isso, pelo próprio sistema, algo que funciona muito bem no OS X e no Linux, não sei no outro sistema.
Mas com isso tergiverso e arrogo. O que quero dizer é que fiquei lisonjeado com a citação.
Parabéns, Massa.

Se é para dar parabéns para alguém na corrida de hoje, seria para Felipe Massa. De um erro no treino de ontem, ele conseguiu, depois de largar em décimo-primeiro, em quarto. Rubinho... bem, Rubinho chegou em terceiro, mesmo tendo um dos melhores carros dos últimos tempos.
Irã, ainda
19 junho 2009 07:22
| Stativus
Responding to allegations of electoral fraud, the ayatollah insisted the Islamic Republic would not cheat.Torcer para que isso não aconteça. Minha "curiosidade admirada" por um país que se diz ao mesmo tempo República e Teocracia, vem desaparecendo desde as eleições.
He appealed to candidates who had doubts about the election result to pursue legal avenues.
BBC Tehran correspondent Jon Leyne says that Ayatollah Khamenei appears to have staked everything on this election result and Mr Ahmadinejad.
It all points to heavy crackdowns if the protest continue, our correspondent says.
Explicação necessária: Por "curiosidade admirada" entenda-se a admiração de um pesquisador ao encontrar algo inusitado, que pode apontar novos campos para estudos. O Irã parecia isso, uma alternativa de regime político para os países islâmicos, diferente do que a maioria deles tem hoje. O desenrolar dessa crise pode confirmar o país como essa "outra via". A cada dia, porém, acredito menos nessa hipótese.
Para finalizar meus comentários sobre o Irã
15 junho 2009 14:52
| Stativus
Hoje, no blog do Nassif, um comentarista chamado Marcos Netto, deu seu depoimento, o de quem passou algum tempo no país, sobre as eleições iranianas. As observações dele coadunam-se com as de meu amigo que mora lá e que tinha 80% de certeza de que Ahmadinejah seria reeleito. Vale a pena ler o texto. que começa assim:
"Empresário cheguei do Ira ontem. 10 dias em Teerã, Qom, Yazdi, Shiraz e Isfahan. Fui hóspede na casa de fornecedores que são da típica Classe Média e Alta Iraniana. Assisti aos debates de TV com eles. Em função da minha profissão visitei Indústrias onde perguntei livremente aos operários , Taxistas , pequenos comerciantes e populares nos Cafés destas Cidades. Todos quase sem exclusão declaram voto em Ahrmadinejad. Os empresarios é que financiaram a Oposição. É preciso reconhecer os fatos sem paixões." clique aqui para continuar a ler
O incrível time que encolheu
14 junho 2009 17:48
| esportes, fait divers
| Stativus

O meu time encolheu... Começou bem o jogo, pode jogar com 1 homem a mais, por conta de uma expulsão. Poderia ter aproveitado, mas ainda assim, em uma bobeira da defesa, tomou um gol. No segundo tempo, em uma mesma jogada perdeu um gol e um homem também expulso. Outra expulsáo alguns minutos depois e o time encolheu de vez.
O Náutico é hoje um time de bons nomes: Asprila, Ailton, Carlinhos Bala... até o Eduardo, goleiro; nos dois últimos jogos isso tudo adiantou de nada, pois faltou qualquer organização em campo. O resultado: mais uma derrota por 3 x 0.
Efeitos políticos do aquecimento Global
14 junho 2009 16:20
| política internacional, meio ambiente
| Stativus
Essa é nova para mim: A Groenlândia está a caminho da independência.
GREENLANDERS take another step towards full independence from Denmark on Sunday June 21st, the summer solstice in the northern hemisphere. The 56,000 residents will be granted an expanded version of home rule, after a referendum in 2008 showed more than 75% support for the territory taking over responsibility for police, justice and security. In time Greenland, which has been ruled by Denmark since the 18th century and which continues to receive hefty subsidies, is expected to claim status as an independent country. Its large deposits of minerals, including oil and precious stones, could make the sparsely populated land particularly rich.
Irã, aparente volta a normalidade
14 junho 2009 09:14
| política internacional
| Stativus
As coisas, a julgar pelo que escreveu a imprensa ocidental hoje, aquietaram-se do lado da oposição em Teerã. O Facebook está fora do ar, ainda, bem como os SMS. Do outro lado, dezenas de milhares de pessoas compareceram ao comício da vitória de Ahmadinejah. Apoio popular, o presidente iraniano têm. Dezenas de milhares são um número bem maior do que os apenas milhares que protestaram ontem no centro de Teerã.
As notícias sobre estes três últimos dias estão nos links abaixo.
http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/8099501.stm
http://www.nytimes.com/2009/06/14/world/middleeast/14iran.html?_r=1&ref=todayspaper
E, para conhecer um pouco melhor como está funcionando o establishement iraniano vale a pena ler o artigo da The Economist
http://www.economist.com/world/mideast-africa/displayStory.cfm?story_id=13813034&source=features_box2
As notícias sobre estes três últimos dias estão nos links abaixo.
http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/8099501.stm
http://www.nytimes.com/2009/06/14/world/middleeast/14iran.html?_r=1&ref=todayspaper
E, para conhecer um pouco melhor como está funcionando o establishement iraniano vale a pena ler o artigo da The Economist
http://www.economist.com/world/mideast-africa/displayStory.cfm?story_id=13813034&source=features_box2
Wave again
13 junho 2009 19:06
| informática
| Stativus
Estou cada dia mais impressionado com o que o Google Wave — "o que o email seria se tivesse sido inventado hoje"– promete fazer. Empolgação que aumenta com os fatos de que ligá-lo ao sistema de email da internet é um dos planos da Google e de que o conjunto de framework, server e protocolo do Wave deve ser lançado até o final do ano.
A Google.Inc é, neste século, a única empresa que realmente lançou tecnologias — vejam bem, tecnologias, não produtos, isso a Apple também fez com o ipod e o iphone — que mudaram a nossa maneira de ver o mundo e interagir com ele. O fato dos códigos dessas tecnologias serem abertos faz parte da estratégia, mas não é o fundamental dela. Fundamental são as idéias como a interface do gmail, o GoogleMaps, o reader etc. Idéias que, como bem mostra Matt Asley do open road e, ele mesmo, vice-presidente de desenvolvimento da Alfresco, nenhuma outra iniciativa; seja empresa, fundação ou comunidade de software, seja livre ou proprietário, jamais teve:
A Google.Inc é, neste século, a única empresa que realmente lançou tecnologias — vejam bem, tecnologias, não produtos, isso a Apple também fez com o ipod e o iphone — que mudaram a nossa maneira de ver o mundo e interagir com ele. O fato dos códigos dessas tecnologias serem abertos faz parte da estratégia, mas não é o fundamental dela. Fundamental são as idéias como a interface do gmail, o GoogleMaps, o reader etc. Idéias que, como bem mostra Matt Asley do open road e, ele mesmo, vice-presidente de desenvolvimento da Alfresco, nenhuma outra iniciativa; seja empresa, fundação ou comunidade de software, seja livre ou proprietário, jamais teve:
Google, in effect, starts from a tabula rasa, one heavily influenced by the Web and all that the Web can do. And so Google Wave is born, while Microsoft continues to churn out tired retreads of Exchange/Outlook, IBM gives us Lotus version 10,001, and Oracle works furiously to tie its collaboration products into its existing suite of heavy, "enterprise" software.
More depressingly, the start-up world of enterprise-software companies largely tries to mimic these old paradigms of what enterprise software means. Some do very well, but few break the mold and start again on what computing means, as Google has done with Wave.
em Google Wave: Why it's so good and enterprise software is so bad
Do Irã
13 junho 2009 13:24
| Stativus
Parece que começou, mas agora não acredito que vá longe porque o Aiatolah Kamenei pediu para que respeitassem o resultado das urnas. Percepção também do correspondente da BBC. A ver o desenrolar...
Irã hoje
13 junho 2009 10:20
| política internacional
| Stativus
Ao acordar, conferi as notícias do dia, como tenho o hábito de fazer, e choquei-me com a notícia de que, no Irã, Ahmadinejah venceu as eleições já no primeiro turno com quase o dobro dos votos do segundo colocado. Sei que as fontes de informações que temos, todas ocidentais, não conseguiriam dar conta da realidade iraniana e, portanto, embora acompanhasse a campanha política, eu não poderia dizer que estava bem informado. Ainda assim, uma vitória no primeiro turno contradiz tudo o que se presumia poderia acontecer. Escrevi, então, para um amigo que mora em Teerã para tentar compreender um pouco melhor a situação.
Ele respondeu-me a pouco. Disse-me que, pessoalmente, tinha 80% de certeza na vitória de Ahmadinejah, mas não no primeiro turno e menos ainda com tão larga margem. Explicou-me estar o cenário no país bastante indefinido, mas que ainda não se chegou nem perto do ponto de quase ruptura em que se encontrou o Irã há dez anos; existem poucos relatos de confrontos entre a polícia e manifestantes pró-oposição, mas as mensagens por SMS — que os últimos anos demonstraram ser a melhor ferramenta para iniciar revoluções — estão banidas. O Facebook, que funcionou na Moldávia ano passado como instrumento de mobilização, aparentemente, está funcionando. Acho tudo uma pena.
O Irã tem o segundo melhor índice de desenvolvimento humano do Oriente Médio, atrás de Israel, embora bem atrás. O seu modelo de democracia poderia ser uma alternativa para as nações islâmicas, em sua maioria vivendo sob ditaduras. Mas democracia pressupõe consentimento e aceitação dos resultados eleitorais, o consentimento — pelo que tenho notícia — existe: nenhum dos candidatos questionou os fundamentos da República Islâmica do Irã. A aceitação não. Todos os três pretendentes da oposição informaram que não reconheciam o resultado pois Ahmadinejah o havia fraudado. Ao questionar esse segundo elemento de uma democracia, a oposição abalou o modelo, afastando qualquer possibilidade de outrem nele inspirar-se. Amanhã, meu amigo em Teerã, enviar-me-á mais notícias. Ali Khamenei, o religioso líder supremo do país deverá pronunciar-se oficialmente sobre a eleição. Como dizem que o estilo dele é o de governar por consenso, talvez traga sabedoria para resolver a questão. Só amanhã, então, terei visão mais clara de para onde seguirá o Irã. Rezo pelo país.
Ele respondeu-me a pouco. Disse-me que, pessoalmente, tinha 80% de certeza na vitória de Ahmadinejah, mas não no primeiro turno e menos ainda com tão larga margem. Explicou-me estar o cenário no país bastante indefinido, mas que ainda não se chegou nem perto do ponto de quase ruptura em que se encontrou o Irã há dez anos; existem poucos relatos de confrontos entre a polícia e manifestantes pró-oposição, mas as mensagens por SMS — que os últimos anos demonstraram ser a melhor ferramenta para iniciar revoluções — estão banidas. O Facebook, que funcionou na Moldávia ano passado como instrumento de mobilização, aparentemente, está funcionando. Acho tudo uma pena.
O Irã tem o segundo melhor índice de desenvolvimento humano do Oriente Médio, atrás de Israel, embora bem atrás. O seu modelo de democracia poderia ser uma alternativa para as nações islâmicas, em sua maioria vivendo sob ditaduras. Mas democracia pressupõe consentimento e aceitação dos resultados eleitorais, o consentimento — pelo que tenho notícia — existe: nenhum dos candidatos questionou os fundamentos da República Islâmica do Irã. A aceitação não. Todos os três pretendentes da oposição informaram que não reconheciam o resultado pois Ahmadinejah o havia fraudado. Ao questionar esse segundo elemento de uma democracia, a oposição abalou o modelo, afastando qualquer possibilidade de outrem nele inspirar-se. Amanhã, meu amigo em Teerã, enviar-me-á mais notícias. Ali Khamenei, o religioso líder supremo do país deverá pronunciar-se oficialmente sobre a eleição. Como dizem que o estilo dele é o de governar por consenso, talvez traga sabedoria para resolver a questão. Só amanhã, então, terei visão mais clara de para onde seguirá o Irã. Rezo pelo país.
Obama na BBC
05 junho 2009 19:27
| política internacional
| Stativus
Terça-feira, infelizmente à meia-noite e meia, a BBC exibiu uma entrevista com o Presidente dos Estados Unidos Barack Obama. Só pude assisti-la, em sua inteireza, dois dias depois. Ainda assim, ela tem um trecho que mostra o idealismo que fez daquela nação grande. Algo que poderia ser divisado na concepção original da doutrina Monroe, ou nos discursos de Wilson em Versailles. Alguns poderia ver uma certa naïveté na fala de Obama. Eu não. Talvez a história, o futuro — algo que não nos pertence — mostre algum equívoco. Eu mesmo não sei, embora defenda com todas as minhas forças, se a idéia de que a Democracia e o predomínio da lei são, de fato, a melhor forma de organização humana, e não sei porque ambos embutem uma relação que considero ainda imperfeita com o poder. Ainda assim, é tranquilizador ver o líder da nação mais poderosa do mundo falar sinceramente — e Obama sempre parece sincero — as frase a seguir:
O vídeo da entrevista:
PS: até a Apple já trocou o dicionário de português e marcou o meu idéia como errado, saco! Já disse, vou usar o acento até 2012
“The message I hope to deliver is that democracy, rule of law, freedom of speech, freedom of religion - those are not simply principles of the West to be hoisted on these countries, but rather what I believe to be universal principles that they can embrace and affirm as part of their national identity."
“The danger, I think, is when the United States or any country thinks that we can simply impose these values on another country with a different history and a different culture”.
O vídeo da entrevista:
PS: até a Apple já trocou o dicionário de português e marcou o meu idéia como errado, saco! Já disse, vou usar o acento até 2012
Não deu dessa vez
04 junho 2009 23:13
| esportes, fait divers
| Stativus

Bem... Se domingo quase não dava, hoje não deu mesmo. O time até que começou jogando bem, tomou um gol de um Souza impedido, não empatou porque o bandeirinha apontou um impedimento inexistente e pensei que voltaríamos para o segundo tempo prontos para reagir, como já havia acontecido nos jogos contra o Goiás e contra o Atlético Paranaense.
O meu pensamento foi apenas uma ilusão. O Náutico voltou sem vontade de jogar no segundo tempo e tomou mais dois gols. Derrota com frio. Perdemos para um time de quem já somos, aparentemente, fregueses. Desde que voltamos a primeira divisão, jamais ganhamos do grêmio. Isso para não lembrar de um fatídico dia de 2005.
Especulações
02 junho 2009 07:37
| Stativus
Para desespero dos canais de televisão brasileiros, nenhum dos especialistas em segurança de vôo (decidi que vou usar o antigo acento até 2012), arriscou-se a dizer qual a causa do desaparecimento do vôo AF 447. Nos Estados Unidos, um expert, no entanto, disse o seguinte ao New York Times:
É, tem lá seu sentido, mas ainda assim, é apenas um palpite.
Hans Weber, head of the Tecop aviation consulting firm in San Diego, offered a hypothesis about the episode, based on his knowledge of severe losses of altitude by two Qantas jets last year.
The new Airbus 330 was a “fly-by-wire” plane, in which signals to move the flaps are sent through electric wires to small motors in the wings rather than through cables or hydraulic tubing. Fly-by-wire systems can automatically conduct maneuvers to prevent an impending crash, but some Airbus jets will not allow a pilot to override the self-protection mechanism.
On both Qantas flights, the planes’ inertia sensors sent faulty information into the flight computers, making them take emergency measures to correct problems that did not exist, sending the planes into sudden dives.
If the inertia sensor told a computer that a plane was stalling, forcing it to drop the nose and dive to pick up airspeed, and there was simultaneously a severe downdraft in the storm turbulence, “that would be hard to recover from,” Mr. Weber said.
É, tem lá seu sentido, mas ainda assim, é apenas um palpite.
Vôos
01 junho 2009 12:02
| fait divers
| Stativus
Hoje, o vôo da Air France, AF 447, que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris desapareceu do radar entre as ilhas de Fernando de Noronha e Do Sal. Às 8:00h horário de Brasília informou-se que ele não mais poderia estar voando, pois o combustível haveria acabado. O relato do que aconteceu estará certamente no noticiário das redes de TV mundiais. Desde que soube do fato, não consigo evitar de pensar em um dos meus livros prediletos, Vol de Nuit, de Saint-Exupéry, escrito em 1931. É belíssimo. Trata do mesmo tema, a similaridade com o que aconteceu hoje é impressionante, até na forma como as informações foram dadas. 102 anos após a invenção do avião, a despeito dos progressos impressionantes feitos, a arte de voar ainda tem suas incertitudes. O livro, que vale a pena ler e, mais ainda, ter, é muito melhor do que a boa adaptação cinematográfica cujo sumário está abaixo.
Estados Unidos estatizará, hoje, a General Motors
01 junho 2009 08:12
| Stativus
Não pude resistir ao título, bem ao estilo do jornalismo feito hoje no Brasil. É claro que o processo todo é bem mais complicado, ainda assim, é um sinal dos tempos. Há cerca de duas décadas, quando a Pan Am pediu falência, o laisser faire da época deu como algo normal no funcionamento da economia de mercado - cujo nome verdadeiro Delfim Neto não cansa de lembrar é capitalismo.
A situação é bem diversa hoje. A GM já foi a maior empresa do planeta, ainda é uma das maiores, a crise econômica, que tem sua melhor explicação neste esquete dos dois comediantes ingleses do last laugh, fez as premissas que governaram o capitalismo pelas últimas três décadas perderem sua validade. A saída encontrada para a GM foi tornar o governo americano seu sócio majoritário. Resta saber o que acontecerá com a GM do Brasil.
A situação é bem diversa hoje. A GM já foi a maior empresa do planeta, ainda é uma das maiores, a crise econômica, que tem sua melhor explicação neste esquete dos dois comediantes ingleses do last laugh, fez as premissas que governaram o capitalismo pelas últimas três décadas perderem sua validade. A saída encontrada para a GM foi tornar o governo americano seu sócio majoritário. Resta saber o que acontecerá com a GM do Brasil.
Desta vez quase não deu
31 maio 2009 17:58
| esportes, fait divers
| Stativus

O duro é perder em casa... Eu havia escrito isso aos 46 minutos do segundo tempo. Aos 49, o glorioso alvirrubro empata de pênalti. Ainda assim, o duro é empatar em casa.
Mas o destaque do dia, foi a minha conversa com a net, que resultou na carta abaixo para a ouvidoria da empresa:
Cara Vera,
Comprei no domingo 1 de junho, por volta das 11:40h da manhã, o PFC, protocolo ***********. À tarde, ao ligar no canal do jogo que desejava assistir, apareceu a informação que eu deveria ligar para a Central de Relacionamento, o que fiz. No primeiro atendimento, protocolo ***********, fui atendido por uma pessoa que se identificou como Letícia e que, embora o atendimento tenha demorado, foi bastante cortês. Ela falou que tinha de fato o protocolo e que não sabia porque eu estava vendo a mensagem, mas que iria procurar saber para informar-me. No final, falou-me que havia um “problema técnico” embora não informasse qual e que eu só teria o sinal depois do jogo!!! Pedi para falar com o Supervisor, Álvaro, que também não tentou ajudar, apenas repetindo que não iria liberar o sinal. Desliguei e tornei a ligar desta vez para o setor de reclamações, afinal, contratei um serviço e ele não me foi entregue.
Na primeira tentativa, a atendente Jéssica, perguntou-me se eu estava tendo os demais canais, disse que sim, imediatamente ela falou que o sistema dela saiu do ar e que eu deveria ligar de novo e falar com outro atendente, pedi então o número de protocolo e ela respondeu-me que, como o sistema dela não estava funcionando, nem protocolo me poderia dar.
Liguei então uma segunda vez, desta feita, uma voz masculina, atendeu-me, não me recordo se falou o nome, mas disse-me que era aquilo mesmo, falei que não poderia ser, pois havia contratado um serviço e queria a prestação dele, caso contrário iria ao Procon. A partir desse momento, o atendente, disse que eu poderia fazer o que quisesse que não era problema dele, que eu me virasse, deu boa tarde e desligou o telefone na minha cara. De fato, como cliente, não esperaria um tratamento desses. Talvez seja alguma prática informal do serviço de call center, mas depõe contra a empresa.
Por fim, liguei novamente e falei com a Vanessa, protocolo *********** que repetiu que não iria poder fazer nada, pensei em cancelar o serviço, falei isso para ela, mas voltei atrás. Afinal, quero ver os jogos do campeonato, iria ao Procom no dia seguinte.
Não o farei porque simplesmente, poucos segundos depois de desligar o telefone, o sinal chegou. a conclusão que chego é que informaram a primeira atendente incorretamente. O supervisor insistiu no erro, o setor de reclamações tentou, na primeira ligação com a Jéssica, livrar-se do problema com a desculpa de “o sistema caiu”, o segundo atendente deve ser alguém contratado para tratar mal clientes insistentes e a quarta estava pronta para cancelar sem questionar. Tudo isso para o serviço ser liberado pouco depois. Não seria muito esforço telefônico e tentativa de tirar o cliente do sério, a toa? Não sei o que farão, se é que farão algo além de uma resposta automática, mas fica a sugestão de informar os atendentes do call center melhor e de ter um serviço de reclamações que sirva de algo além de tratar mal o cliente.
Vai ver foi praga...



